segunda-feira, 31 de agosto de 2009

INICIANDO O VII SEMESTRE

Iniciar mais uma etapa do curso causa sempre um certo entusiamo e ao mesmo tempo ansiedade.
Espero realmente que este semestre seja mais tranquilo em todos os sentidos.
Da minha parte tentarei estar mais comprometida com as atividades, apesar de que na maioria das vezes sou responsável.
Na verdade, olhando para trás, percebo que é no decorrer dos semestres que o meu entusiamo em relação ao curso diminui e aí acaba caindo a qualidade das atividades. Também acho, e aproveito aqui para expressar isso, que algumas coisas do curso poderiam ser mais simples, pois percebo que há algumas coisas (tarefas) que fazemos por fazer, um pouco sem sentido. Espero que isso sim mude.
Nossas aulas presenciais também devem ser mais proveitosas, pois muitas vezes ficamos só no "bla bla bla" e não discutimos coisas mais importantes e pertinentes.
No mais, ja percebi que as disciplinas deste semestre serão bem interessantes, deu pra perceber pelos textos já disponíveis. Os temas são interessantes e pertinentes a realidade cotidiana da escola e a interdisciplina referente ao EJA é a que mais me interessa, pois trabalhei apenas uma vez com jovens e adultos, mas considerei o resultado compensador.

sábado, 13 de junho de 2009

LITERATURA INFANTIL

Estou fazendo um curso de formação em Literatura Infantil e no último encontro trabalhamos com poesia HAI KAI.
Eu nunca tinha ouvido falar nisso e acredito que muitas pessoas também não, por isso transcrevo aqui alguns tópicos que para mim foram importantes e que compartilho as idéias.

* Os poemas HAI KAI são de origem japonesa
* Eles não precisam necessariamente ter rima
* São compostos SEMPRE de três versos
*Geralmente falam da natureza
* Podem ser usados com crianças de qualquer idade
* São porta de entrada para se trabalhar com poesias
* Na educação Infantil podem ser trabalhados apenas oralmente
* Podemos trabalhar com expressão corporal a partir deles, solicitando que os alunos através de gestos expressem o poema para que os demais descubram de qual poema se trata
* Podemos dar a primeira parte de um Hai Kai e pedir que os alunos o concluam e após exponham ao grupo.

ALGUNS HAI KAI:

Girassol,
Flor da manhã
A menina dos olhos dança
( Fred Maia)

Tarde de vento
Até as árvores
Querem vir para dentro
(Paulo Leminski)

Dia de chuva
Minha rua
Vira parque de diversões
(Alexandre Brito)
O sol apressado
Epalha a dourada toalha
Pelo chão molhado
(Eno Wanke)


A lua na montanha
Gentilmente ilumina
O ladrão de flores
(Basho)

VIOLÊNCIA E PIAGET

Gostei muito do texto da aula de Psicologia: Significações de violência na escola... ( de Jaqueline Picetti), pois pude constatar através dele que realmente algumas questões que denominamos como onda de violência escolar, são na verdade, crianças desenvolvendo o seu senso de moralidade, de justiça, isto é, se testando. É claro que a interferência do professor neste sentido, faz toda diferença, afinal é a partir da auto reflexão e auto crítica que o aluno constrói seus conceitos morais. Porém, não podemos também deixar tudo assim, como sendo apenas desenvolvimento, por isso que relato aqui uma experiência por mim vivenciada e que gostaria de compartilhar.

RELATO
A situação que logo me surgiu ao ler a proposta da atividade foi uma vivenciada por mim no ano letivo de 2008 com alunos da 4ª série do Ensino Fundamental. Na verdade, a situação ocorreu na quadra poliesportiva da escola e não especificamente na sala de aula, porém como foi durante a aula, gostaria de relatá-la.
Eu era professora P2 de duas turmas da 4ª série e ficava 2 horas em cada grupo na mesma manhã. Naquele dia o professor de Educação Física que também revesava nas turmas, havia faltado na escola e eu tinha agendado com a supervisão para olhar um filme com uma das turmas. O filme era sobre amizade – tema que estava trabalhando com os dois grupos. Como não poderia passar o filme para o segundo grupo em função do tempo, pois no período da aula deles havia a ida ao refeitório e recreio, tive a idéia de unificar as duas turmas (que eram pequenas) para assistir o filme proposto. Para mim facilitaria o trabalho, pois depois iríamos para a quadra fazer educação física.
Ficamos eu e mais a substituta com as duas turmas e no momento da educação física os meninos tiveram um tempo para usar a quadra e depois as meninas. No momento que as meninas jogavam futebol, um dos alunos (que aqui denominarei apenas como A.) começou a provocá-las verbalmente e mais a uma menina especificamente. Então quando uma menina fez um gol e elas entraram em discussão para ver se era impedimento ou não, ele deu-se o direito de entrar na quadra e ir mexer no painel de pontuação. Uma delas não gostou e pediu para A. sair do campo, pois elas respeitaram o momento anterior que era deles (frase de uma delas), porém ele não deu ouvidos e continuou a provocar. Nesta altura tanto eu quanto a outra professora já estávamos chamando sua atenção mas ele, apesar de ouvir, não modificava sua atitude. Foi então quando de repente a mesma menina que pediu para A. sair foi em sua direção e levantou o braço, num gesto pedindo para que ele realmente saísse. O aluno A. se enfureceu de tal forma, partiu para cima da menina, jogou-a no chão, e começou a golpeá-la com socos muito violentos. Ele foi dando vários socos e todos na face. Foi tudo tão rápido que mesmo eu correndo de um lado, a substituta de outro e mais um aluno não conseguimos impedir e para acalmá-lo eu o puxei pela blusa (que rasgou) e um aluno o segurou com o auxílio da outra professora. Eu fiquei com ele depois que o tiramos de cima da menina e perdi meu controle, gritei muito com ele, enquanto a professora socorria a menina e limpava o sangue do seu rosto. O resultado disso foi a mãe da menina indo a delegacia fazer uma ocorrência, além da menina ter faltado aula durante duas semanas em função do traumatismo ocular que ela teve. Seu rosto ficou horrível! Durante 18 meses ela fez acompanhamento com oftalmologista que eu a levava sempre, pois até este período havia chance de ficar sequelas e nós professoras tivemos que pagar parte do tratamento, pois a direção não tinha de onde tirar recursos.

Quando relato esta história, é para mim uma forma de desabafo, pois eu nunca tinha vivenciado algo parecido em função da violência de um aluno por nada, quero dizer “quase nada”. O que ocorreu ali jamais para mim vai ter justificativa, pois com um gesto que a menina fez para A. e ele ficou assim transtornado.
É claro que a situação descrita acima traz incutida em si questões muito individuais que A. trazia de sua vida tanto familiar quanto escolar. Ele era um garoto que normalmente apresentava problemas na escola, estava sempre envolvido com brigas no recreio, não tolerava frustrações, repetente, e a solução para isso geralmente era a agressão física. Sabíamos que era rejeitado pela mãe e pelo padrasto e seu pai vivia com outra família, mas quero aqui justificar que nós, enquanto escola, fazíamos todo o possível para que A. melhorasse sua vida: ele era o único aluno da escola que participava do Projeto Canoagem proporcionado pela Prefeitura, ganhava roupas e alimentos das professoras e mesmo sem ter dinheiro sempre participava de passeios de lazer e culturais.

O texto de Jaqueline Picetti cita a violência sob os aspectos empiristas, inatistas, porém seu enfoque é sobre a forma como Piaget pesquisou a respeito. Acredito que fazendo um vínculo entre Piaget e a minha situação algumas questões são possíveis de se afirmar.
Primeira: Apesar de A. ter 12 anos na época do fato ocorrido, acredito que o referencial de justiça, intencionalidade, etc dele era menor, pois estava em fase de construção destes valores.
Segunda: A. avaliou o ato da menina apenas pelo possível resultado: o gesto do braço para cima poderia resultar num tapa talvez?!
E a terceira delas que para mim ficou mais evidente é que A. logo após o ocorrido esboçou reação de sanção ao seu ato. Ele expressava verbalmente que deveria ser severamente punido pelo cometido e inclusive citava idéias.
Finalizando, acredito parcialmente que A. estava tentando talvez fazer justiça a sua forma, mas também acredito que havia outros fatores preponderantes que contribuíram para o grau de violência empenhado pelo referido aluno.
Mais uma vez venho mencionar que esta experiência me abalou muito, inclusive emocionalmente na época, pois eu não havia visto na minha vida profissional a dimensão da fúria de um aluno e é por isso que talvez tenha me detalhado tanto ao relatar a situação.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PROJETO A COR DA CULTURA - AFRODESCENDÊNCIA

No final do ano letivo de 2006 participei de um encontro intitulado Projeto: A cor da cultura, que na verdade objetivava a formação de professores sobre a implantação da lei 10639/2003 sobre a obrigatoriedade de se trabalhar questões referentes aos afrodescentes. Ganhamos um kit maravilhoso com cds, dvds, livros, jogos, etc e eu fui incumbida de repassar o material para os meus colegas.
Sinceramente, eu não dava a devida importância para a questão do negro nas minhas aulas e só trabalhava mesmo nas datas comemorativas como abolição da escravatura, etc. Porém, todo aquele material encantador não poderia simplesmente ser depositado na escola e deixado de lado. Procurei fazer, numa reunião pedagógica, várias atividades que envolvessem todos professores e ao mesmo os sensibilizassem para a questão da implantação de fato da lei. E o resultado foi muito melhor do que eu esperava. Todas as professoras se engajaram e montamos na época um grande projeto a ser desenvolvido em todas as turmas. Mas houve algo bastante significativo que foi uma entrevista com todos os professores e funcionários da escola. Devíamos responder 13 questões com a finalidade de medir a discriminação e o preconceito existente na escola (entre os profissionais). Esta discriminação poderia ser consciente ou não. Ao final tabulamos as questões e dos 17 questionários preenchidos tivemos o seguinte resultado: SUA ESCOLA ESTÁ NA FASE DA NEGAÇÃO ( que era o último resultado antes do pior, que no caso era sua escola está na fase da invisibilidade). A negação neste caso caracterizaria-se por: o assunto racial está começando a ser discutido. É preciso que a maioria dos professores admita a existencia do racismo na sociedade e no ambiente escolar. E que a verdadeira história de resistência do povo negro sirva de exemplo de luta pela cidadania a todos os alunos.
Para nós o resultado foi um choque, mas ao mesmo tempo um pontapé inicial para mudanças de atitudes.

terça-feira, 14 de abril de 2009

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA II

Neste semestre esta interdisciplina está abordando questões bastante importantes e que gostaria de deixar aqui alguns tópicos registrados:
* Pedagogia Diretiva: neste modelo o professor fala e o aluno escuta, o professor ensina e o aluno aprende. É o professor quem decide o que fazer e o aluno só executa. O professor pensa que o conhecimento pode ser transmitido para o aluno. Neste modelo a gênese do desenvolvimento humano é o empirismo, e o professor pensa que o seu aluno é uma tabula rasa.
* Pedagogia Não Diretiva: este modelo pedagógico é mais difícil de detectar sua presença. Uma sala de aula neste modelo, o professor é um auxiliar do aluno, um facilitador(segundo Carl Rogers). O aluno já possui um saber, é preciso apenas trazer a consciência. Neste caso o modelo apriorista é aplicado, pois acredita que o ser humano nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética.
*Pedagogia Relacional: neste modelo o professor acredita que o aluno só aprenderá alguma coisa, algum conhecimento novo se ele agir e problematizar a sua ação. O professor sabe que é necessário duas condições para que algum conhecimento novo seja construído: assimilação e acomodação. Aqui se aplica o construtivismo como epistemologia. E podemos explicar como construtivismo como uma idéia, uma teoria, um modo de ser do conhecimento.
(Estas idéias foram extraídas de textos de Fernando Becker)

terça-feira, 31 de março de 2009

Andei dando umas voltimhas pelos diversos ambientes e localizei meu blog mais antigo. Quero aprender a migrá-lo para este, pois contem coisas interessantes. Todo caso deixei um linck abaixo

http://sandradani.blogspot.com/