Mostrando postagens com marcador LINGUAGEM E EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LINGUAGEM E EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de novembro de 2009

ÚLTIMA QUINZENA

Nesta última quinzena duas propostas de trabalho propostas pelo Pead foram bastante interessantes. A primeira delas foi referente ao planejamento de uma aula da interdisciplina de Linguagem que envolvesse, leitura, produção textual, jogo e sistematização da atividade. Num primeiro momento parecia ser uma tarefa bastante simples, simplesmente planejar uma aula, mas na realidade não foi bem assim. Acho que muitas de nós e aqui me incluo, nos damos conta da importância de um bom planejamento de aula, aliás de uma simples aula. Planejar algo que fosse significativo para o aluno, estabelecendo critérios de faixa etária e a partir da leitura de uma história criar um ambiente para produção textual exige bastante conhecimento da turma em que se vai aplicar o plano (apesar de não ter sido solicitado a aplicação), bem como coesão entre as atividades propostas. Aprendi de que nada adianta eu contar uma bela história se a produção escrita proposta não for significativa. Além disso, o jogo foi um momento em que os alunos podem extravasar o que sentiram da estória e ao mesmo tempo resgatar aprendizagens da mesma. A sistematização da atividade foi onde tive maior dificuldade, parecia difícil, mas enfim consegui e após a aula presencial ficou bem mais claro para mim que a sistematização nada mais é do que uma atividade onde se possa organizar os conhecimentos adquiridos pelos alunos durante as atividades propostas. Abaixo o linck da primeira versão do planejamento que ainda precisa ser aperfeiçoado.
https://www.ead.ufrgs.br/rooda/webfolio/abrirArquivo.php/Usuarios/16704/Disciplinas/10570/modulo4linguagem.sandrawerlang.doc

A segunda proposta de trabalho que gostei muito de fazer foi sobre as teses dos PAs. Foi muito interessante o trabalho em equipe, que no meu caso deu certo de análise do Pa, reflexão, comentário e réplica. Atividades como estas quando bem estruturadas nos levam a refletir sobre nossas próprias aprendizagens. Nas nossas salas de aula podemos trabalhar de forma semelhante quando trabalhamos em grupo com confecção de painéis, mapas conceituais, sínteses e até mesmo produções textuais. Claro que os alunos devem estar preparados para saberem comentar os trabalhos dos colegas e receberem críticas sem ofensas. Na prática este tipo de trabalho sempre costuma dar certo e é enriquecedor porque possibilita o debate, a reflexão, a maturidade, o saber ouvir, etc - habilidades imprescindíveis nos dias de hoje no dia a dia escolar.

domingo, 20 de setembro de 2009

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Apesar de ser ainda início do semestre, posso afirmar que realmente estou gostando das leituras propostas até então nas diversas interdisciplinas. A última realizada e que me chamou atenção foi de Ângela B. Kleiman, autora do texto “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola”. Ela aborda a questão do letramento como um tema recente e ao mesmo tempo marcante, ganhando força através de pesquisas e práticas que vem sendo realizadas acerca do assunto.

A escola, da forma como é vista hoje, ainda é o local onde se aprende a ler e a escrever, isto é, onde ocorre o processo de alfabetização. Porém devemos estar atentos ao fato de que esta mesma instituição, segundo a autora, apesar de ser a mais importante agência de letramento, não está preocupada com o letramento social e sim apenas com aquele formal, o escolar. Este equívoco está relacionado a diversos fatores, entre eles ao fato de que a escola julga apenas ser importante a aquisição de códigos para simples promoção do aluno na escola.

Outro aspecto relevante é que as práticas de uso da escrita na escola estão baseadas num padrão de letramento que é muitas vezes parcial e equivocado, considerando que há apenas uma forma de o letramento ser trabalhado com os alunos. Desta forma, a escola padroniza e classifica alunos como alfabetizados e não alfabetizados, não dando importância alguma com a forma que o aluno interage com as habilidades de leitura e escrita. Este modelo de letramento é denominado modelo autônomo.

O letramento social, por sua vez vai além daquilo que é proposto formalmente nos processos de leitura e escrita. Ele leva em conta toda a vivência e experiência que o educando tem de mundo, mesmo que isto envolva apenas aspectos relacionados à oralidade, pois entende que a ação do sujeito em cima de seus conhecimentos é que também vai facilitar seu processo de letramento. Nesta linha de pensamento caracteriza-se o modelo de letramento ideológico, que leva em conta que todas as práticas de letramento abrangem aspectos culturais e de poder que a aquisição da escrita representa.

Finalizando, acredito que a função que a escola tem a desempenhar está justamente na equalização de unir os dois processos: alfabetizar letrando e que para isso é necessário levar em conta as habilidades e conhecimentos que os alunos já trazem consigo, conscientizar-se de que as práticas de letramento diferem em relação ao contexto, pois envolvem entre outros, aspectos culturais e que este processo ultrapassa os limites das paredes escolares e deve considerar a função social que a escola tem: de contribuir para uma sociedade melhor.

Particularmente, já havia ouvido falar vagamente sobre o letramento, mas não tinha ainda um conceito formado a respeito deste tema. Hoje percebo que não podemos enquanto educadores alfabetizar nossos alunos sem letrá-los, pois os dois processos são complementares numa alfabetização funcional. Estou num curso de formação continuada promovido pelo Mec em parceria com a Universidade Pernambuco e a Smed do nosso município que se denomina Alfabetização e Letramento e apesar de estar no início promete trazer muitos conhecimentos e trocas de experiencias com colegas. Com certeza isto vai enriquecer minhas contribuições.